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IRON MAIDEN ao vivo no Pacaembu

Relatório sobre o show do IRON MAIDEN em São Paulo (17/01/2004).

Com a devida venia dos envolvidos, publico este “relatório” que originalmente foi [mal?] redigido como parte de mensagem pessoal de correio eletrônico:

Na noite de sexta-feira (16/jan) arrumei minhas coisas lentamente, assisti televisão e dormi. Acordei às 6h do sábado, tomei banho, etc e tal, saí às 7h05min. Fiquei até umas 7h40min esperando o ônibus. Sábado é assim o transporte coletivo em Maringá… No terminal peguei outro, desta vez rápido (saiu 8h) à rodoviária. O tio Garcia já estava esperando, então já cheguei e embarquei. Ouvi uns quatro ou sete discos durante a viagem. O que quebrou foi o pinga-pinga que durou umas três horas: Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Apucarana, Arapongas, Londrina. Houve uma parada de 40min para almoço no posto Rodo Flash, em Cambará/PR, a última cidade do estado. Depois, nova parada, de 15min, no Maristela (SP-280). Inesperadamente, houve parada também em Osasco/SP. Depois, finalmente, às 18h40min aproximadamente, cheguei ao terminal da Barra Funda.

Telefonei para o Paulo. Ele estava ainda chegando a São Paulo. No momento em que eu cheguei, ele estava ainda em Jundiaí. Eu então fui até o prédio dele e fiquei esperando na portaria. Após cerca de 40min ele chegou. Com uma má notícia: ele tinha perdido as chaves do apartamento. Pelo jeito isto sempre acontece com o rapaz, pois o porteiro contou várias histórias a respeito.
Ele teve que fazer o que já virou rotina: o apartamento é no segundo andar, e no primeiro há o salão de festas. Dá pra escalar a janela, e é o que ele faz quase sempre. Deixa até a janela aberta (ou ela tem problema que dá pra abrir, não lembro). Ele foi até lá, se trocou e voltou, enquanto eu me troquei no salão. Nisto já eram 21h, o show estava por começar. Deixei ali no salão mesmo minha bagagem e fomos embora ao estádio. Cerca de um ou dois mil metros de caminhada.

Lá chegamos por volta das 21h20min, imaginando enfrentar uma fila dos diabos. Mas, pelo contrário, pelo menos o caminho estava totalmente livre. Foi bem sossegado. Pois bem, a sensação foi como a de um jogador entrando em campo para uma final de campeonato: as arquibancadas estavam bombando. E também o gramado: parecia um formigueiro. 45 mil pessoas lá estiveram
presentes. Perdemos o show de abertura. Eu não conhecia a banda, Shaman, e continuo não conhecendo, infelizmente. Após uns 15min, Harris, Murray, McBrain, Gers, Smith e Dickinson entram no palco… a partir daí, só alegria. Pena que tivemos que ficar nos esbarrando em macho. Mesmo esbarrando, não deu pra chegar perto do palco. Ficamos mais ou menos pouco à frente da metade do campo, um pouco à esquerda. O som não estava lá tão bom, pois estava um pouco baixo até, mas as 16 músicas tocadas, incluindo Hellowed Be Thy Name, uma de minhas preferidas, valeram a empreitada. Foi “do caralho”!

O final foi a pior parte, já que o estádio não foi projetado para tanta lotação no gramado, e a saída foi feita apenas pelo portão principal. Graças a Deus não houve muito tumulto e, apesar do grande aperto (o jeito foi “deixar se levar pela maré”), saímos e fomos embora logo, pelo mesmo caminho. Passamos em um disque-pizza e compramos uma, metade marguerita, metade calabresa, R$9,90 e uma Coca-Cola (infelizmente não tinham guaraná), total R$13,00. Muito barato. E era boa a pizza, acredite. Levamos e a comemos na mesa do salão de festas. Lavamos as mãos antes, é claro… e comemos com as mesmas. E chaveiro, que é bom, não encontramos aberto na rua. O Paulo é acostumado a escalar o prédio, enfrentar os cacos de vidro (ofendícula), coisa e tal, mas eu não. Havia uma escada de madeira, que mal chegava na lajezinha embaixo da janela do apartamento por um ou dois centímetros. Foi por ali mesmo que tive que subir. O Paulo ficou segurando a escada, e eu praticamente borrando a zorba, porque não sou de enfrentar a altura. Mas consegui sem maiores traumas. Pisei nos cacos de vidro mas, como o Paulo já tinha passado por ali tantas vezes antes, estavam praticamente todos quebrados, então não cortei a sola do tênis. Pulei a janela e finalmente estava em segurança. Ficamos conversando até umas 6h, ouvindo discos do IRON MAIDEN e com o Paulo falando
as teorias dele.

Acordei meio-dia (programei o celular para tocar), tomei banho. Demoramos até decidirmos o que fazer, com o jornal em mãos. Almoçamos em um restaurante próximo, embaixo do Minhocão, em que costumávamos comer pizza quando eu morava lá: Gaiato. Comemos costela no bafo. Durante a comilança, enquanto passava o filme Mortal Kombat na televisão, ficamos sabendo que
teria jogo do pré-olímpico às 18h. Tínhamos pensado em ver um filme anti-americano chamado Dogville, mas mudamos os planos por causa do jogo. Já eram cerca de 15h. Fomos ao Museu de Arte Sacra, pagamos um mísero real por termos ido de Metrô (promoção), bebemos água até encher o bucho nos bebedouros e vimos diversas obras. O que mais chamou a atenção foi o
presépio napolitano. “Coi de loco”.

Assistimos ao jogo (Brasil 3×0 Colômbia). Apesar de sem fome, procuramos comer alguma coisa rápida, pois meu ônibus para Maringá sairia às 22h15min. Não achamos restaurante aberto (pretendíamos comer por quilo). Tivemos que comer em uma lanchonete. Voltamos rapidamente ao apartamento, arrumei minha mala e fui embora.


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