Tratam-se de breves comentários a respeito do navegador Opera 7.51 rodando no Gnome 1.4.1, XFree86 4, sobre Debian 3.0 “Woody”. Para quem não sabe o que estes nomes significam, muita calma, pois tentaremos explicá-los no decorrer da exposição, ou então em eventual outro artigo.
O Opera é um “browser” (navegador) da World Wide Web (WWW, Rede Mundial). O mais famoso dos navegadores atualmente é o famigerado Micosoft Internet Explorer, notório por suas falhas gerais e especialmente de segurança.
Tive contato com o Opera há alguns anos, ainda no ambiente Windows, e desde então faço uso do mesmo freqüentemente. É um browser muito mais rápido do que os demais. Foi este por algum tempo o principal e suficiente motivo para que eu o utilizasse.
Já ousei instalar usar o Mozilla, outro browser, tanto no sistema Windows como no Linux. Neste último, ainda está instalado. Dos principais navegadores, o Mozilla é o único cujo código é aberto, ou seja, não pertence a nenhuma empresa, e todos tem acesso às suas funções. Mas dos browsers que testei até hoje, é o mais lento, embora seu aspecto e funções sejam agradáveis. Assim, desisti de utilizar o mesmo.
Quando a Netscape Communications foi adquirida pela America On Line, seu browser, Navigator, o mais famoso e utilizado desde a abertura da Internet comercial (antes era restrita ao meio acadêmico e militar) até o último quartel da década de 1990, quando passou a decair até entrar em esquecimento, devido à concorrência desleal. A megacorporação de software Microsoft tinha entrado tardiamente no mercado voltado à Internet, pois “Bill” Gates não acreditava que este segmento iria prosperar. Mesmo assim, o objetivo de tal empresa era e continua sendo atingir a liderança em todo segmento que atue, a qualquer custo. Assim, incluiu o seu navegador Internet Explorer no sistema operacional Windows 95, na versão OSR2, que praticamente monopoliza o mercado de consumo. Trata-se de venda casada, expressamente obstada, entre nós, pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078, de 11/09/1990), em seu art. 39, I. O consumidor não tinha escolha de adquirir o sistema operacional somente. Com o Windows 98, a situação piorou, vez que antes ainda era possível remover o Internet Explorer do sistema. O Windows 98 nada mais é do que o Windows 95, já que o cerne (“kernel”) do sistema operacional é o mesmo, com modificações exteriores e a inclusão do Internet Explorer como parte do sistema de arquivos. É impossível até hoje a remoção do navegador da Microsoft do seu sistema operacional. Com esta prática, o consumidor que não o curioso ou já com maior conhecimento se contentava (tal ocorre ainda hoje) com o browser “empurrado” com o sistema operacional. Assim, o Netscape Navigator foi perdendo mercado, até a derrocada de sua mantenedora e sua aquisição pelo conglomerado AOL Time Warner.
Após o “sumiço” do Navigator, a Netscape compartilhou seu código-fonte com a comunidade, daí surgindo o projeto Mozilla (era o apelido interno do Navigator na empresa). Qualquer interessado tem acesso e pode colaborar com o projeto, assim como ocorre com o Linux e com os demais geridos de acordo com a licença GPL (“GNU Public License”). E, mais importante para o consumidor leigo, os softwares livres, como preferem ser chamados, podem ser utilizados gratuitamente, assim como distribuídos. Daí o Linux ter abrangência mais restrita ao mercado corporativo: basta imaginar quanto deixa de pagar apenas à Microsoft pelo Windows uma empresa com vários computadores.
Os órgãos governamentais deveriam utilizar software livre. Trata-se de respeito, em primeiro lugar, ao Tesouro, mas também à publicidade dos atos administrativos. Não se sabe como atuam os softwares ditos proprietários, como o citado Windows, ao manipularem os dados. Tal questão já é preocupante no ambiente privado. Pretendemos articular mais profundamente a respeito no futuro.
Mas, como costuma dizer o Prof. Dr. Miguel Garcia Medina em divagações durante as lições, isto não tem nada a ver com a matéria.
Comecei a utilizar o Opera quando o mesmo estava em sua versão 6. Como já aludido, o motivo era a rapidez em comparação aos demais navegadores, e também a segurança, não só a agilidade, em relação ao Microsoft Internet Explorer.
Com o passar do tempo, devido à curiosidade, foi possível observar outros recursos presentes no Opera, como o bloqueio de janelas “pop-up” (que se abrem na tela, geralmente com importunante conteúdo publicitário e/ou impudico), eficiente controle de “cookies” (arquivos gravados no computador por sites da internet para várias funções, algumas de má-fé), e a interação com o usuário muito mais amigável e personalizável.
Contudo, como nem tudo é perfeito, o Opera, no Windows, apresentava erros próprios, além daqueles comuns em tal sistema.
Recentemente, depois de anos com tentativas frustradas de ajustar o sistema operacional Linux a esta máquina, finalmente foram satisfeitas as principais exigências como o pleno funcionamento da impressão e do áudio. A propósito, esta dificuldade é o que obsta o avanço do sistema Linux no mercado consumidor. Mas isto é assunto por demais extenso para ser tratado nesta oportunidade.
Pois bem, a distribuição Linux que foi instalada aqui trata-se da Debian 3.0. Acompanham-na os navegadores Mozilla 1.0, Konqueror, Dillo e Lynx, porém estes últimos não vêm ao caso. Quanto ao Mozilla, foi o mesmo caso com meu contato com o mesmo no Windows: lento. Como os demais navegadores são muito simples de recursos, o último citado deles, aliás, apenas para texto, foi decidido instalar o Opera, versão 7.51 Final. A surpresa foi grande. Já houve experiências satisfatórias com esta versão no ambiente Windows, porém esta versão para Linux é muito mais agradável.
A figura abaixo não é específica do browser Opera, porém dá para se ter uma noção, embora de tamanho reduzido. É importante frisar que o gerenciador de janelas instalado aqui, Gnome versão 1.4.1, tem aparência menos agradável que a atual versão 2, inclusive deixando o concorrente Windows XP no chão. Vale a pena observar sites especializados, que fornecem descrições detalhadas e fotos. Exemplo: clique.


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