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Mad Max

Mad Max – Austrália, 1979.

Mad Max poster“Num futuro muito próximo”, no imenso sertão da Austrália havia uma espécie de patrulha rodoviária para tentar controlar as gangues motorizadas que pilhavam as estradas. Desta pequena corporação fazia parte o jovem protagonista Max Rockatansky (Mel Gibson), tido como o mais eficiente de seus integrantes.

O carro Pursuit Special entrou para o rol dos veículos mais famosos da ficção, juntamente com Batmóvel, Herbie (“Se meu Fusca falasse”), Mistery Machine (“Scooby-Doo”), Ectomóvel (“Os Caça-Fantasmas”), o DeLorean modificado (“De volta para o futuro“), entre outros.

O “Cavaleiro da Estrada” (Knight Rider), um dos principais integrantes de uma gangue de motociclistas, fica entorpecido (“pedrado, pipado e doidão”), mata um policial e rouba um dos Pursuit Special V8:

- É um tarado das motos. Ficou doidão de repente, há umas horas! Conseguiu fugir, matou e roubou um dos especiais [...].
- Qual é o carro dele?
- Isso é que dói… é um dos nossos V8. Um dos especiais a metano, que anda pra cacete!

Réplica de um Pursuit SpecialA história se inicia quando Knight Rider começa a ser perseguido pela patrulha rodoviária e dá muito trabalho à corporação, tirando de ação duas viaturas e uma motocicleta. Max vai então ao seu encalço com a viatura “Interceptor”. O efeito da droga do bandido começa a passar e chora ao perceber que sua fuga não daria certo. Ele acaba se acidentando e morrendo. Isto atiça a fúria do líder da gangue, Toecutter, que leva sua corja atrás de Max para vingança…

O filme é legal. Não vou contar a história. Assista.

É curioso notar que por muito tempo Mad Max foi o filme que teve a maior taxa de lucro em comparação com seu custo da história. Isto durou até o sucesso de “A bruxa de Blair” (2000). Seu custo de produção foi de apenas 350 mil dólares (estimativa), porém gerou uma receita de mais de 100 milhões de dólares. 28500%.

Duas viaturas comuns tentando perseguir o Pursuit Special V8 do Cavaleiro da Estrada

Em Mad Max 2 (1981) há um prólogo explicando que houve uma guerra nuclear mundial motivada pela falta de recursos energéticos. Após, houve a tentativa de se preservar o Estado. Passam-se então os acontecimentos do primeiro filme. Agora, porém, não há mais resquícios de governo, havendo apenas anarquia: paz e justiça deram lugar à sobrevivência a qualquer custo. Max, outrora policial rodoviário e depois justiceiro, tornara-se apenas um nômade das estradas.

Quando se assume que deveria haver uma harmonia na trilogia, o que me intriga então é algo que atinge o âmago ficcional da primeira produção, baseada em perseguições de automóveis em rodovias: em uma terra de ninguém, com ausência de Estado, como seria possível a manutenção de tão perfeitas rodovias como as vistas no primeiro filme, sem um buraquinho sequer? Só posso imaginar um motivo para que os produtores tenham se esquecido desse detalhe e para que a audiência e a crítica sequer tenham notado: nas nações civilizadas deve ser impensável que haja buracos nas estradas.

Segundo a Wikipedia, George Miller, o diretor e roteirista do filme, era médico e trabalhou na ala de emergência de um hospital em Melbourne, onde teria visto vários ferimentos e mortes de pessoas cujas histórias o inspiraram. Contudo, Miller achou que o público não acreditaria que este tipo de coisa ocorresse na atualidade. Daí veio a idéia de fazer com que a aventura se passasse no futuro.


3 comments to Mad Max

  • ANDRE NOB KM 0

    Sensacional Dalton !!!
    Eu tbm adoro MAD MAX , tenho os 3 em dvd !!!

  • Utilizando WordPress WordPress 2.6

    [...] 2006, mar. – Resenha do filme Mad Max [...]

  • Utilizando WordPress WordPress 2.9.2

    [...] é o que há. http://www.youtube.com/watch?v=x4YsNgFeEWo http://blog.daltux.com/2006/03/mad-max/ #MadMax 1 day [...]

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