A massa possui olhos somente ao que a Microsoft tem a oferecer, algo que vale até para a grande parcela que não paga pelas devidas licenças. Isso explica o motivo pelo qual muitas produtoras de software se preocupam em lançar seus produtos apenas para este sistema.
Esses usuários já aguardam ansiosamente pela nova versão de tal sistema, Windows Vista. É claro que, como todo bom vaporware, foram feitas muitas promessas de recursos mirabolantes: o maior exemplo era um novo sistema de arquivos (WinFS), que já foi descartado. O recurso mais chamativo do novo sistema é o ambiente gráfico chamado Aero, que utiliza os recursos tridimensionais das placas de vídeo modernas.
Blog-O-Dalton teve acesso a uma cópia da versão Windows Vista Beta 2 x86 (32 bits), através do programa MSDN-AA (Microsoft Developer Network Academic Alliance) do Centro Universitário de Maringá.
Foi feita a instalação em uma partição de 35GB (ATA100) de uma máquina equipada com microprocessador AMD Sempron 2400+, 512MB de DDR-SDRAM 333MHz e placa de vídeo com chipset nVidia GeForce FX 5500 com 256MB.
A instalação foi fácil, embora muito demorada, cerca de 45 minutos. Todo o processo é feito diante da interface gráfica e os dados necessários são colhidos do usuário de uma só vez. Muito diferente da versão anterior (Windows XP), em que a instalação era iniciada em interface simples de texto e o usuário tinha que ficar de certa forma atento para quando o processo fosse interrompido para a definição do fuso horário, teclado, etc.
A propósito, desde o início presume-se que a máquina tenha recursos mais do que poderosos. Assim, o ambiente gráfico exibido é desde logo o prometido Aero Glass.
Outro ponto positivo é que, presumindo que a máquina tem acesso à Internet com DHCP pela placa de rede, todos os drivers dos dispositivos são baixados remotamente conforme a necessidade. Não foi preciso utilizar discos de drivers externos.
Aos olhos, tudo uma maravilha. Contudo, a máquina sofreu muito e a maioria dos atos realizados, mesmo os mais simples, merecia uma grande carga de processamento. Os requisitos para o sistema são grandiosos, porém mesmo os requisitos recomendados dão a impressão de ser insuficientes diante da lentidão geral. Mesmo com 1GB de RAM, é de se duvidar que a experiência seja suave. Com 512MB, que é um nível razoável para a maioria dos usuários atuais, é melhor ficar longe do novo sistema.
Quem está de olho no novo produto deve torcer para que melhore muito em termos de rendimento até o lançamento, que é prometido para o início de 2007.
O próximo artigo provavelmente será sobre Xgl, a aprimorada interface gráfica tridimensional, desenvolvida pela Novell, já disponível para GNU/Linux e que roda perfeitamente em máquinas atuais.

Essa de DHCP para atualizar o sistema me lembra alguns sistemas Debian-based né… Ubuntu way of life? Quanto ao Xgl, está muito instável ainda… tentei instalar ele no meu notebook, com uma ATI X300, 1 GB de Ram e Amd64 de arsenal e o danado trava adoidado. Tentei usar o Compiz separado e a mesma coisa… vou tentar caçar um turnaround para ver se melhora. Se der certo posto um comentário no meu site. []s
Estou com o Xgl rodando com precisão aqui… ele realmente é mais adequado a chipsets da nVidia, mas (dizem que) há uma alternativa, chamada AIGLX, pra quem usa chipset ATI: veja aqui.
[]s
Yeap! AIGLX é mantido por um “big head” do X, parte da redhat. AIGLX é Accelerated Indirect GLX. Acompanhe aqui. O site que indicou, tem a continuação do tutorial?
PS: Recomendo a leitura da Linux Magazine de Julho de 2006 – Capa “Desktop 3D”.
[]s man
Agora AIGLX já está à disposição, nas últimas distribuições Linux (como Ubuntu 6.10 “Edgy Eft”), para placas de vídeo Nvidia (com o driver mais recente) e ATI.
[...] 2006, set. – Avaliação do Redmond Vista Beta 2 já anunciava falhas do desastrado sistema operacional que até … [...]