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Configuração facilitada no Ubuntu Feisty

Instalamos a versão beta do Ubuntu Linux 7.04, com codinome “Feisty Fawn”, que deve ser oficialmente lançada no mês de abril. Para quem não sabe, a distribuição Ubuntu faz novos lançamentos a cada seis meses.

Entre as novidades do lançamento, além de parecer mais estável do que o último 6.10 “Edgy Eft” e apresentar incrementos costumeiros na aparência e nas versões dos principais aplicativos, estão mecanismos que facilitam ao usuário final a configuração de importantes aspectos.

Sempre foi uma política da distribuição deixar de promover a utilização de software não-livre. Com isso, não são instalados por padrão drivers proprietários de aceleração de vídeo tridimensional ou codecs para exibição de arquivos multimídia. Até então, ao usuário cabia a tarefa de correr atrás disso sozinho. Há programas extra-oficiais que tentam facilitar isso, tais como Automatix e EasyUbuntu.

Contudo, na nova versão Feisty, a própria distribuição optou por incluir interessantes alternativas que facilitam a vida do usuário. Quanto ao driver da placa de vídeo e alguns outros drivers proprietários, existe agora o Gerenciador de Drivers Restritos (Restricted Driver Manager). Logo que o Ubuntu é ligado é possível acessá-lo para, com uns dois cliques, seja iniciado o processo de download e instalação do driver.

Conforme já comentamos algumas vezes, enquanto alguns anseiam por efeitos visuais aprimorados em outro sistema operacional que necessita grandes recursos de hardware, a plataforma GNU/Linux há algum tempo já apresenta essa possibilidade, inclusive com hardware comum. A propósito, esses efeitos existem a partir da versão X do sistema do Apple Macintosh, baseado em unix derivado de BSD, há muito mais tempo ainda. É daquela empresa que saem as principais idéias focadas no usuário de computadores pessoais desde o início da década de 1980.

Embora não fosse difícil pôr os efeitos para funcionar para usuários com um pouco mais de vontade, só agora a distribuição Ubuntu decidiu facilitar e incluir uma solução a qualquer um: depois que os drivers apropriados de suporte 3D da placa de vídeo (conforme acima) estiverem instalados e funcionando (é necessário reiniciar a interface gráfica), bastam alguns cliques para que sejam implantados os “Efeitos da Área de Trabalho“. Eis os passos necessários:

Outro aspecto que ficava abandonado pela distribuição oficial era o suporte a arquivos de áudio e vídeo que usem decodificadores proprietários, embora populares, tais como MP3 e divX. Agora, embora ainda não venham instalados por padrão, logo que o usuário tenta abrir um arquivo desse tipo, o sistema pergunta se deseja instalar os codecs necessários.

Depois há quem diga que usar Linux é muito difícil. Poderia ser mas, nos últimos anos, as principais distribuições deram um salto espetacular em direção ao usuário leigo. Difícil, hoje, é instalar e usar certos sistemas operacionais dispendiosos, onde é necessário tirar e colocar diversos discos com drivers, ter que instalar dúzias de programas, e reiniciar a máquina a cada passo, para que o computador finalmente tenha alguma utilidade.

Temos também uma dica a quem adquiriu um computador pessoal popular com Linux, achou ruim a usabilidade e está pensando em desistir desse sistema em prol de “pirataria”: experimente instalar uma distribuição robusta como o Ubuntu, bem ao contrário daquelas que geralmente acompanham essas máquinas (talvez por descaso dos montadores?).

Não sabe por onde começar? Tente aqui, onde há diversas informações em português. As informações, por enquanto, abrangem a versão atual (6.10), o que deve mudar após o lançamento final da versão 7.04, marcado para 19 de abril de 2007.

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