Na foto, são destacados trechos escritos nos discos de distribuições Redmond (não empreste ou faça cópias ilegais deste software) e Ubuntu (legalmente livre para copiar, modificar e redistribuir – passe adiante).

Quem não vê motivos para usar um sistema aberto no lugar de um fechado, é claro, não deve se importar com esse tipo de coisa.
Se isso não bastasse, há também outros inúmeros motivos que levam-nos a gostar de GNU/Linux. Os comumente mais citados são a segurança e a estabilidade. Não são os únicos, contudo.
É notório que diversas distribuições de Linux e outros Unix-like são as mais utilizadas como servidores. Porém, ao contrário do que pensa muita gente, a forma de usar é um dos motivos que nos últimos anos tem atraído muitos usuários desktop ao GNU/Linux. Nossa distribuição preferida no momento, Ubuntu, vem por padrão com o ambiente Gnome. Além de ser muito fácil personalizar o ambiente para ficar da forma mais agradável a cada um, existem distribuições para todos os gostos, com várias possibilidades de ambientação.
Àqueles que preconceituosamente generalizam achando GNU/Linux difícil de usar, aproveito para exemplificar uma peculiaridade que nunca citei no blog. O que você faz, em Redmond, quando se depara com uma simples nova impressora? Presumimos que esteja com o disco fornecido pelo fabricante, ou que tenha feito download de dezenas, talvez centenas de megabytes. Prepare-se para instalar diversos programas junto com os drivers, alguns deles geralmente indesejáveis. Algo muito inviável, principalmente para quem utiliza laptop em vários locais. Já no Ubuntu, prepare-se para se surpreender. A não ser que sua impressora seja muito extravagante, assim que conectá-la a uma porta USB, ela estará prontamente disponível para impressão. Se não acredita, faça o teste você mesmo.
E agora, com o Ubuntu 8.04, como bem lembrou o colega Lucas em uma aula de Engenharia de Software, sequer há a necessidade de alterar a tabela de partições do seu disco-rígido para separar os sistemas.
Se você não abre mão de Redmond, o Ubuntu pode ser instalado dentro dele, como se fosse um aplicativo qualquer. Fazendo isso, a performance não é a mesma, mas trata-se de uma forma de conhecer o sistema e utilizá-lo até sentir-se confiante para uma instalação independente.
Precisa de ajuda? Quando você paga direta ou indiretamente pela licença do sistema de Redmond, você teoricamente tem o direito de obter suporte da mesma. Porém, mesmo sendo Redmond a maior empresa do gênero no mundo, o suporte oficial incrivelmente é algo difícil de se conseguir, então geralmente as pessoas buscam orientações de conhecidos ou contratam suporte técnico independente.
Quando se diz que o kernel Linux, as ferramentas GNU e a maior parte dos aplicativos tem o código-fonte aberto e é desenvolvido por programadores ao redor do mundo, o leigo pode pensar que tratam-se de bandos de indivíduos desocupados. Na verdade, as maiores contribuições são patrocinadas por grandes companhias. No caso do kernel, as principais são Intel, Red Hat, IBM, Novell, Sony, Nokia, Samsung. A fonte dessa informação (Linux Magazine).

As distribuições são conjuntos de software com o kernel Linux, as ferramentas GNU e muitos aplicativos, formando um sistema completo. Há distribuições coordenadas por grupos de usuários e também aquelas montadas por empresas: Ubuntu (Canonical), Red Hat, Mandriva, SuSE (Novell). Da mesma forma que outros Unix-like (Solaris/Sun, HP-UX, Mac OS X/Apple), há suporte oficial prestado pelas empresas por trás de algumas distribuições. Algumas delas são pagas, estando o suporte já incluído: a mais famosa é Red Hat Enterprise Linux. No caso do Ubuntu, que é gratuito, é possível adquirir um pacote de suporte oficial da Canonical Ltd., sediada no Reino Unido, que presta suporte global. Já existe uma empresa brasileira, OneOS, que presta suporte certificado pela Canonical. Outras empresas nacionais independentes também prestam suporte. A 4Linux é uma delas. Há ainda uma lista no site do Ubuntu. Se você precisa do conserto de um bug ou de uma alteração no sistema, como o código é aberto, elas podem fazer isso por você. Por outro lado, se não deseja pagar e tem disposição a se aventurar, busque a ajuda da comunidade. De qualquer forma, você não está sozinho.
No mercado doméstico, Microsoft Windows Janelas é (ou era até o lançamento do ME² Vista) obviamente um sistema operacional útil para várias finalidades, porém existe espaço para todos no mercado e haveria muito mais se não houvesse tanta pressão por parte de Redmond contra a livre concorrência. Tem cada vez mais se tornado uma obrigação de quem faz parte da área tecnológica conhecer mais de um ambiente operacional. É fato que parte considerável das pessoas dificilmente terá grande incentivo para migrar logo para outro sistema, se o de Redmond consegue continuar funcionando. Mesmo assim, é importante, a todo aquele que tenha disponibilidade de aprender, que não fique preso a um único fornecedor. Saiba mais sobre essa questão; por que insistimos tanto nesse aspecto.
- Quer mais informações sobre Ubuntu em português? Comece aqui.
- Fontes de informações para leitura diária: Planeta GNU/Linux Brasil e Planeta Ubuntu Brasil.
- Precisa de consultoria sobre Ubuntu na região de Maringá/PR? Entre em contato.
- Título inspirado pela Apologia de Sócrates
- Definição de apologia
- Imagem dos CDs obtida via Internetling e Tux Vermelho

Adorei o artigo completo, principalmente as explicações sobre Ubuntu e facilidades da nova versão.
no treicho que diz:
“Àqueles que preconceituosamente generalizam achando GNU/Linux difícil de usar”
Eu concordo… Usuários que ficam somente no “Janela” tem grandes difículdade de migrar ou conhecer o GNU/LINUX, ou quando “testam” alguma das distribuições, não pesquisam/estudam sobre as mesmas, pra depois não ficar ofendendo o SO.
Tenho vários amigos que me críticam por usar GNU/LINUX (Ubuntu). Falam muitas coisas que não conhecem ou tem preguiça de conhecer. Acredita que quase perco um amigo defendendo o Ubuntu? hehehehhe Coisa de doido mesmo.
Continuando…
Hoje em dia é fácil achar uma distribuição boa, que reconheça os drives e de fácil manuseio.
Graças ao Ubuntu eu não largo mais o linux de jeito nenhum.
Claro, também já usei outras distribuições, assim como você, também testo (no VirtualBox).
Minha história de começo de linux é meia engraçada (pretento colocar no meu blog), passei 2 dias direto no computador pra aprender a instalar, configurar e aprender os comandos (básicos)… Mais ai que ta, foi 2 dias realmente sem levantar do computador, sem comer, sem sair de casa, sem nada. Peguei logo a versão 5.04 que (dizendo o rapaz que me deu o CD) era meio complicada de instalar. E foi :c/
Mais aqui estou eu, elogiando, defendendo, lendo artigos e claro fanatico por Linux (UBUNTU).
E esse é mais um artigo maravilhoso que leio aqui, e claro, mais uma forma de me fixar mais ainda nesse mundo do Software Livre.
Abração amigo, parabéns pelo artigo e até a próxima.
Pois é. Como eu disse, há distribuições para todos os gostos. Nem todas são voltadas à facilidade de uso. O Slackware, por exemplo, já usei por um tempo, até que conheci Debian e a “mágica” do apt-get. O próprio nome (slack = preguiçoso) demonstra que o sistema não faz muita coisa automagicamente pra você. Ali é tudo no braço, mas tem seu público-alvo. Pretendendo ser uma reconstrução do modo de operar um unix clássico, é bom para aprender as manhas internas do sistema e também para ter um controle maior. Mas, se alguém resolve se aventurar hoje em dia e resolve começar logo com o slack, vai sair achando que Linux é difícil mesmo.
Ou pior: imagine alguém que compra uma máquina “com Linux” e, quando vai ligar, depara-se apenas com uma distribuição inútil que não vem nem com o X. Geralmente é esse o caso na maioria das máquinas vendidas por aí.
Eu tinha uns 14 anos e um 386 40MHz com 4MB de RAM, que não rodava os jogos mais modernos da época, Quake, Warcraft e Duke Nukem 3D. Um vizinho meu comprou uma máquina nova e então eu ficava lá jogando com ele e fuçando. Ensinei o cidadão a mexer no Redmond DOS e no Janelas 3.1. Depois que abriu um provedor de Internet na cidade, o rapaz foi um dos primeiros a contratar e eu ainda lá só observando, até que após um tempo, em 1997, creio, meu pai comprou-me uma máquina nova, com modem, e então pude acessar a Internet de minha própria casa. Mas, nesse meio tempo, o vizinho já tinha ficado tão viciado que, pra não pagar horrores de pulsos telefônicos e liberar a linha ao resto da família, contrataram uma “LP” (linha privada telefônica, direto do modem dele ao modem do provedor), uma espécie de conexão dedicada (33kbps na época). Tinha até endereço IP fixo! O rapaz conversava com tipos estranhos pelo IRC e tentava dar uma de hacker, daí começou a mexer com Linux (Slackware e Debian). Convenceu-me e instalamos na minha máquina, mas na época ainda não tinha muitos aplicativos. O kernel ainda era 2.4. Minha placa de vídeo tinha incompatibilidade com o X, então não dava pra fazer quase nada, nem pra experimentar o então novíssimo KDE. Mesmo assim, com tantas tentativas de instalação e configuração (sou insistente), já foi possível aprender bastante coisa.
Em 2004, enquanto eu estudava Direito e fazia estágio no Ministério Público, enfim tinha conseguido comprar uma nova máquina, onde passei a experimentar algumas distribuições. Ainda não tinha muito êxito, pois sempre algo deixava a desejar, principalmente compatibilidade de hardware, às vezes com o vídeo (SiS on board), com o som ou com o softmodem. A primeira distribuição onde consegui fazer com que tudo funcionasse (menos 3D OpenGL, por falta de driver por parte da SiS) foi Kalango, uma derivada mais robusta do Kurumin. Nessa época já adquiri bastante bagagem usando o apt. Mesmo usando o Kalango, ainda acabava usando mais Redmond.
O que mudou mesmo minha vida, no final de 2005, foi o contato com um artigo que analisava uma distribuição até então meio desconhecida, que tinha lançado uma nova versão, baseada nos repositórios do Debian, usando Gnome 2 como ambiente padrão e que prometia ser fácil de usar. Pedi a um amigo que tinha conexão ADSL para baixar o ISO da distribuição com nome engraçado: Ubuntu “Breezy Badger” 5.10. Instalei o bicho, tudo funcionou perfeitamente e o Gnome mostrou-se muito mais agradável que o KDE. E a comunidade do Ubuntu já estava bem ativa e receptiva. Já era fácil encontrar ajuda. A partir daí fui largando de vez o Redmond, que acabou ficando só para jogos. Depois de um tempo, até o resto do pessoal (irmão e pai) estavam usando só Ubuntu e não queriam mais chateação com Redmond.
Depois que o preconceito é superado, é difícil não constatar que Gnome é mais fácil de usar que Redmond. E o meu papel, de administrar e manter o sistema, ficou MUITO mais fácil com ele.
Foi assim que começou.
oO nossa vc chegou a usar o ]anela 3.1?
Nussa… Eu só vi uma vez e isso quando eu trabalhei no TRE.
Só tinha uma maquina lá com essa versão. OBS: Ninguem gostava…
Legal como você começou, começou cedo, agora eu :c/
Ainda tenho muito que aprender, ou ter tanto conhecimento assim…
Dalton, esse foi o melhor texto que eu já li sobre o assunto. Excelente, meus parabéns.
Sou da tua opinião. As pessoas acham dificil mexer em Linux, mas nunca sequer usaram um. Meus pais usam Linux há uns 6 anos, desde o Fedora 1, e sempre gostaram. Minha irmã usa desde os 7 anos dela, e sempre explorou muito bem o sistema achando os joguinhos dela, as músicas, filmes, e tudo mais.
Falando do Janelas SO, eu a minha vida toda usei Linux, mal sei usar um win, e quando preciso de algo, me ralo legal. Outro dia um amigo estava aqui em casa, e ví o quando ele teve que clicar para conectar em uma rede wireless. Aqui em casa, eu apenas ligo o note, e o NetworkManager acha e conecta automatico. Com impressoras a mesma coisa, bastou conectar minha HP Multifuncional e o hplip fez o resto.
E o mais gostoso é que hoje as distros estão super user-like, sendo assim eu que gosto de usar o shell uso de boa, quem não quer/não gosta, pode usar os “ajudantes” para configurar o que precisa.
Enfim, já adicionei o blog nos meus feeds. Abraços.
Convido-vos a ler outro excelente artigo de Tux Vermelho, publicado hoje, sobre várias críticas comuns e infundadas sobre software livre. Outro detalhe são os ótimos comentários.
http://tuxvermelho.blogspot.com/2008/05/ser-que-no-h-bom-software-livre-em.html
Obrigado pelos links e e pela recomendação!
Abraço
RedTuxer
Excelente artigo.
O Ubuntu, ainda, é a melhor distro Linux.
Artigo relevante do blog QuartoEstudio: Afinal, Linux é tudo igual? http://www.quartoestudio.com/blog/2008/10/17/afinal-linux-e-tudo-igual/