Pesquisa produzida pela IDC sob encomenda da BSA indica que 59% dos programas de computador no Brasil são “piratas”, ou seja, não são licenciados. Ainda conforme a mesma pesquisa, a quantia que a indústria de software deixou de perceber no ano passado com essa prática ilegal foi de mais de 1,5 bilhão de dólares. Já de acordo com a associação nacional do setor, essa prática também faz com que o Estado brasileiro deixe de arrecadar um bilhão de reais em tributos.
Segundo o relatório da pesquisa, a redução desse índice para 50%, nos próximos quatro anos, geraria mais de 11 mil empregos no Brasil e uma arrecadação extra de R$ 300 milhões em tributos.
Assim, não contribua com esse índice. Se sua empresa ainda utiliza software sem o devido licenciamento, muitas vezes por conta de altos custos, é possível legalizar essa situação, talvez com consideráveis descontos.
Idéia melhor ainda é utilizar software livre, trazendo redução de custos de propriedade, com todas as vantagens que o acesso ao código-fonte pode trazer, geralmente com funcionalidade e certamente com confiabilidade superiores. Se necessário, invista no treinamento do seu pessoal. É algo que pode não ser tão barato, mas que ainda é mais viável econômica e socialmente do que o dispêndio de vultosas quantias em licenças que nem sempre trazem vantagens competitivas.
Links
- Folha Online – Informática – Indústria tem prejuízo de US$ 1,6 bi com pirataria de software no Brasil
- BSA apresenta novo estudo sobre o Impacto Econômico da Pirataria de Software
- BSA – País perde R$ 30 bi por ano com pirataria
- FERRAZ, Nelson C. de T. Vantagens Estratégicas do Software Livre para o Ambiente Corporativo (VESLAC). Monografia. Programa de Pós-Graduação MBIS – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Departamento de Computação. São Paulo, 2002.

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Afinal o mal é geral, em todo o lado a pirataria impera.
Aqui em Portugal já há músicos a disponibilizarem a sua música gratuitamente, visto que não adianta gravarem CDs pois eles são logo expostos para serem pirateados.
Mas também a pirataria impera porque há muitas facilidades, e a que mais facilita é a própria Micro$oft .
Eu tenho um amigo que defende a teoria de que a M$ se deixa piratear de propósito, e é assim que tem construido o seu império.
Se o Windows não fosse tão fácil de piratear muita gente não o usava, e acredito que se a M$ quisesse sabia quem estava usando versões piratas ou não.
Abraço
Não chego a dizer que essa prática é estimulada de propósito por Redmond. Contudo, obviamente é pouco combatida no meio acadêmico e quase nada no doméstico. Afinal, é do melhor interesse de Redmond que as pessoas aprendam e/ou se acostumem a seus sistemas, pagando por isso ou não. Assim, quando essas pessoas estiverem em ambientes corporativos, a tendência é que ofereçam resistência, no mínimo que sejam menos dispostas, a lidar com software tido como “diferente”. Ali sim, a fiscalização é rigorosa e as cifras envolvidas são vultosas.
Redmond certamente colhe muitas informações sobre as máquinas que executam seus sistemas. É muito difícil alguém conseguir saber exatamente como as informações são tratadas por um software sem acesso ao seu código-fonte, porém algumas organizações, tais como a EFF (Electronic Frontier Foundation) lutam para defender os direitos, sobretudo o de privacidade, na era digital.
Algo curioso para quem já teve bastante contato com jogos de interpretação (RPG) de verdade é que o primeiro caso defendido pela EFF foi o de Steve Jackson, sua empresa e os usuários do BBS Illuminati contra o Serviço Secreto dos EUA.
Outra organização importante nessa área é a própria FSF (Free Software Foundation).
Can you trust your computer? (Você pode confiar no seu computador?)