Prosseguindo com os dez anos no ar, resolvi fazer um apanhado daquilo que considero mais importante publicado no site.
Toda esta comemoração teve origem no aniversário de 10 anos do Google, cuja fundação também ocorreu em 1998. É que parte da festa foi o lançamento de um site temporário onde é possível pesquisar através de uma cópia do banco de dados do Google de 2001, a mais antiga que ainda possuem. Juntamente aos resultados, é possível olhar como era a página em questão no Internet Archive Wayback Machine. Isso deu a idéia de relembrar como era o site nos “tempos de antanho”. Portanto, a maioria dos links a seguir será desse arquivo.
Desde o início, em 10/10/1998, tinha o costume de manter um registro das principais mudanças no site. Isto foi feito durante um bom tempo na própria página inicial e posteriormente em uma página separada. Esse histórico, que foi atualizado até 30/08/2002, é o resumo mais completo desse período em que todas as mudanças tinham que ser editadas manualmente no arquivo HTML e então enviado para o servidor via FTP. Apenas depois disso é que passamos a utilizar a facilidade dos sistemas de blog modernos, inicialmente o Blogger e recentemente o Wordpress.
Não consegui recuperar as versões mais antigas da época da Caverna do RPG. O site não continha muito mais do que algumas informações pessoais e alguns materiais para jogos de RPG, tais como planilhas de personagem feitas em casa. Mesmo assim, tratava-se de uma façanha em uma época onde era tudo muito simples na Internet, os recursos eram escassos e qualquer disponibilização de material ainda poderia ser importante.
Consegui recuperar versões posteriores, como de 2002 e 2003, quando o site estava estruturado em uma grande página inicial com todas as opções e um quadro interno contendo o blog. Foi um período de transição da edição rudimentar de HTML para a Web 2.0. Antes disso já era algo parecido com um blog, mas atualizado manualmente e com menos freqüência.
Naquela época utilizávamos muito o IRC, sistema de bate-papo mais popular naquela época. Nesse sistema, que permite conversas em grupo e privadas, as pessoas se reúnem em servidores com salas diversas. O ponto de encontro virtual da cidade era o canal do IRC. O programa mais usado para essa atividade era o mIRC, bastante personalizável através de scripts. Aos 16 anos de idade, mesmo sem habilidade de programação, cheguei a produzir um desses scripts para necessidades próprias, chamado C-P3/J em sua derradeira versão. E, como sempre, fiz uma página no site e disponibilizei o material.
Em 2001 ainda havia pouca informação na rede a respeito da minha cidade natal, onde residi até então. E resolvi criar uma página sobre ela. Algo interessante é que, ao invés de simplesmente fazer propaganda daquela localidade, decidi comentar não apenas as qualidades, mas também diversas decepções que me intrigavam. O título da página era Tupã: uma cidade sem slogan. A propósito desse título, talvez tenham progredido um pouquinho desde então, mas até hoje creio que não arranjaram um slogan decente para a cidade, algo que qualquer uma que se preze, ainda que não signifique grande coisa, possui. Maringá é a “cidade canção”. Birigüi é a “pérola da Noroeste”. São Paulo é a “cidade da garoa”, entre outros. Tupã agora se diz estância turística, uma ficção que só existe no Estado de São Paulo. Tudo bem, mas qual é o seu título folclórico? Não existe. Nem “a cidade do índio” poderia ser, já que mataram quase todos e, os que sobraram, ficaram na aldeia do município vizinho de Arco-Íris. Enfim, corrijam-me, se necessário. estou apenas especulando, já que não vivo lá há quase dez anos e sequer a visito há bastante tempo.
Além dos materiais de RPG, o site continha também uma seção onde publicava textos de autoria própria e uma pequena seção de resenhas de livros e filmes. Veja a resenha do livro A revolução dos bichos (Animal farm), de George Orwell.
Após isso, as publicações no blog foram se tornando mais comuns até que o sistema antigo foi abandonado. Eis relevantes artigos perdidos e achados do blog antigo:
- 2002, dez. – Sobre o laptop 486-sauro, apelidado Tamagoshi
- 2003, nov. – Relatos sobre a vida digital com Palm IIIxe e sobre o recém-instalado Debian 3.0. Já usava!
Já os artigos a partir de 2004 estão devidamente arquivados aqui. Mesmo assim, selecionei alguns que valem uma releitura:
- 2004, jan. – Relato da viagem para o show do Iron Maiden em São Paulo
- 2004, mai. – Mais sobre a vida digital com Palmtop
- 2006, jan. – Inflamado artigo sobre o mercado doméstico brasileiro de sistemas operacionais
- 2006, fev. – “Juiz ladrão vai sair de rabecão”, vídeo muito popular para quem odeia o árbitro do futebol do videogame
- 2006, mar. – Resenha do filme Mad Max
- 2006, mar. – Retrato de um revoltante abandono de patrimônio público
- 2006, set. – Avaliação do Redmond Vista Beta 2 já anunciava falhas do desastrado sistema operacional que até hoje não vingou
- 2006, nov. – Palavras sobre o cão Fox. Até hoje é assim o animal.
- 2007, abr. – Artigo sobre inteligência artificial, uso militar, exemplo de Jornada nas Estrelas. Pena que a codificação dos caracteres está comprometida.
- 2007, abr. – Curiosidades sobre mapa de teclado e a aberração que é o layout ABNT
- 2008, mar. – Um mês repleto de ótimos artigos, como a resenha do livro O assalto planetário: a face oculta da Microsoft; cuidado com a privacidade no Google; criptografia; de onde baixar programas novos para o Ubuntu…
A partir daí a quantidade de artigos diminuiu enquanto pode-se dizer que a qualidade aumentou. Vale a pena verificar os arquivos. Mesmo assim, destacam-se os seguintes:
- TrueCrypt – sistema de criptografia instantânea
- Fragmentação de sistemas de arquivos
- Calculadora simples de pontos-por-função
- Por que evitar usar o termo pirataria para cópia ilegal de software ou de multimídias
- Apologia ao GNU/Linux – artigo especial, imperdível
- Resenha do filme THX 1138
- Alguns programas livres para gerenciamento de projetos
- N motivos para evitar o iPhone – este também deu o que falar
Encerro relembrando uma epígrafe de Arthur Schopenhauer já publicada aqui:
Pretender que alguém guarde tudo o que leu é como esperar que esse alguém tenha dentro de si tudo o que comeu

Republico aqui um parágrafo esquecido de 04 de outubro de 2002 que retrata as origens da Internet na cidade de Tupã/SP:
Eu era cliente na Netsite/Netone, rsrs
Vc tá em Tupã ou Maringá?
Vc é parente do Leon?
abrazz